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Trabalho de detentos faz de Penitenciária do Paraná um exemplo a ser seguido

O sistema prisional brasileiro é coberto de falhas. A situação precária das penitenciárias e o excesso de benefícios que os presos recebem colaboram para criar o caos na Segurança Pública que vivemos hoje. Entretanto, existe uma exceção.

Na Unidade de Progressão (PCE-UP), em Piraquara, região metropolitana de Curitiba, os presos passam o dia todo se dedicando ao trabalho duro e aos estudos. Essa deveria ser a realidade de todos os presídios do Brasil. Não é à toa que o local é conhecido como “prisão modelo”. Desde a inauguração da unidade, em março do ano passado, jamais houve qualquer incidente, bem diferente da maior parte das prisões no País.

As galerias que hoje abrigam os detentos foram destruídas por rebeliões das facções no passado. Instalado em uma área desativada da Penitenciária Central do Estado (PCE), o local passou por limpeza e reconstrução feitas pelos próprios presos que cumprem agora suas penas ali.

Não há ócio na Unidade de Progressão

O trabalho é uma das grandes razões da diminuição da reincidência após a liberdade dos presos. A recaída criminal dos presos da Unidade é de 10%, enquanto o da média nacional chega a 70%. A grande razão é que o tempo ocioso, sem trabalhar, em companhia de outros detentos, permite que os detentos possam ser aliciados por bandidos que cometeram crimes mais graves e continuem as atividades criminosas de dentro da própria cadeia.

Existem 17 canteiros de trabalho da própria penitenciária em que os internos fazem serviços de lavanderia, manutenção dos prédios e fabricação das próprias roupas. Além desses, os presos também produzem uniformes para uma empresa de segurança, embalagens para pães de forma e outros serviços para fora.

Agentes Penitenciários

Quanto mais cresce o número de condenados, mais os agentes penitenciários são agredidos exercendo sua profissão. Em todo o País, agentes penitenciários reclamam da falta de investimentos e segurança, relatando o grande medo que acompanha a profissão. Essa também é uma grande diferença na Unidade de Progressão: o lugar é um ótimo local de trabalho.

Não existem rebeliões, não há controle das facções e a atmosfera da unidade é amigável. Só entra na PCE-UP quem está mais perto da progressão para o regime semi-aberto ou aberto e que não possuem nenhum envolvimento com facção. Um modelo que deveria ser repetido no resto do País.0