Minha trajetória

Flávio Werneck

Sou policial federal há 15 anos, com larga experiência à repressão ao tráfico, segurança portuária e combate à corrupção. Atualmente atuo também como vice-presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais e como presidente do SINDIPOL/DF.

Especialista em Segurança Pública; participei da repressão ao tráfico de entorpecentes, no Acre; coordenei o grupo de criação do Plano Nacional de Segurança Pública em Hidrovias; e atuei como assessor técnico de segurança do Pan-Americano e de eventos da INTERPOL, no Rio de Janeiro.

Sou formado em Direito pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), no ano 2000; época em que também conquistei o registro na Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Minas Gerais (OAB/MG). Antes disso, estudei nos colégios católicos Nossa Senhora do Carmo e Jesuítas.[/vc_column_text]

Mestrado em Criminologia

2018

Mestrando pela Universidad de la Empresa - UDE - Uruguay

Pós-graduação em Direito Público

2009

Especialista pela Faculdade Fórtium

Formação em Segurança Portuária

2009

Formação pela Secretaria Nacional de Segurança Pública e CONPORTOS

Formação de Auditoria de Segurança em Instalações Portuárias

2009

Formação pela Secretaria Nacional de Segurança Pública e CONPORTOS

Pós-graduação em Ordem Jurídica e Ministério Público

2002

Especialização latu sensu pela Fundação Escola Superior do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios

Bacharelado em Direito

2000

Graduação de bacharelado em Direito pela Universidade Federal de Juiz de Fora/MG

Policial Federal

Ingressei na Polícia Federal em 2003, tomando posse no estado do Acre. Até meados de 2006, atuei em equipes especializadas na repressão à entorpecentes. Participei de diversas operações tanto de fronteiras como de aeroportos; com foco especial no tráfico que ocorre no limite entre a cidade de Epitaciolândia com Cobija, na Bolívia.

Uma operação, em especial, foi muito marcante. Montamos campana dentro do meu próprio apartamento em Rio Branco por horas à fio. Eu vivia, àquela época, no último andar do prédio. Um dia soubemos que uma casa próxima à minha receberia um carregamento de 30kg de pasta base de cocaína.

Flavio Werneck:

Coloquei a integridade da minha casa em risco, mas isso é apenas o que os policiais federais fazem, diariamente, com as suas próprias vidas.

Também no período em que vivi na capital do Acre, entrei em contato pela primeira vez com o sistema penitenciário brasileiro, abrindo um novo leque de interesse em minha vida. Em diversas visitas ao presídio Antiga Papudinha, que já não existe mais, compreendi o crescimento das organizações criminosas nas penitenciárias e a falência do modelo de encarceramento brasileiro.

 

Segurança de grandes eventos

Em 2006, em missão no Rio de Janeiro, fui destacado para prestar assessoria técnica à INTERPOL, durante Congresso da Organização Internacional de Polícia Criminal que ocorreu naquele ano no Forte de Copacabana. Mais tarde, contribui para o planejamento, coordenação e controle da segurança implementada durante os jogos Pan-Americanos e Para-Pan-Americano que ocorreram em 2007.

Fui parecerista da Divisão de Estudos, Legislação e Pareceres da Coordenação de Recursos Humanos do Departamento de Polícia Federal (DPF) para, a partir de agosto de 2007, assumir o posto de Chefe da Secretaria da Diretoria de Gestão de Pessoal.

 

Segurança portuária

No ano de 2009, finalizei minha segunda pós-graduação, dessa vez em Direito Público, para, em seguida, lançar-me à pesquisa e aprofundamento da questão portuária no Brasil. De 2009 a 2011, atuei em diferentes cargos, mas sempre lidando com o assunto. Conclui com êxito minha pesquisa pelo Ministério da Justiça e ministrei aulas de Auditor de Segurança Portuária. Ocupei também a suplência da Presidência e Assessoria-jurídica da Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos (CONPORTOS).

Atuei ainda como Coordenador-Geral do Grupo de criação da Doutrina Nacional de Segurança Pública em Hidrovias no Gabinete de Gestão Integrada, nomeado pelo Secretário Nacional de Segurança Pública; Integrante do GTSIEC, representando o Ministério da Justiça frente ao Núcleo de Segurança de Infra-Estruturas Críticas; e fui representante da SENASP no grupo técnico para elaboração de proposta do Plano Nacional de Segurança em resposta a incidentes de proteção.

 

Combate à corrupção

Em 2012, fui convidado a construir a Corregedoria da Secretaria da Saúde do Governo do Distrito Federal (GDF), na Diretoria de Assuntos Estratégicos e, durante um período, atuei também como Corregedor Substituto.

Neste período, a inteligência da Corregedoria foi responsável pelo afastamento de mais de 200 servidores da pasta. Investigamos e comprovamos servidores fantasmas, extravio de medicamentos e crimes mais graves, como estupro.

Especialista em Segurança

Além das especializações em Direito Público e Ordem Jurídica; hoje sou mestrando em Criminologia pela UDE – Montevidéu/URU. Antes disso, ministrei cursos para supervisores em Segurança Portuária; Segurança em Terminais e Navios; e fui Coordenador do I Curso de Nivelamento em Auditorias nas Instalações Portuárias.

Pela Academia Nacional de Polícia da PF, fui tutor e orientador de diversas pesquisas; e, depois, presidente da banca especializada, participando de quase 20 avaliações de trabalhos sobre a temática Segurança Pública.

Ainda atuei como professor de Legislação Extravagante na Faculdade Processus; ministrei palestras em escolas públicas brasilienses e fui coordenador do Congresso Nacional de Policiais Federais de 2015. Em 2016, fui condecorado com a Ordem do Mérito Alferes Joaquim José da Silva Xavier – Grau Cavaleiro, mais alta distinção da Polícia Militar do Distrito Federal (PM/DF) e também com a Condecoração dos Nobres Cavaleiros dos Dragões da Independência – Grau Comendador.

Publiquei dezenas de artigos em jornais e portais como Folha de São Paulo, Metrópoles, FENAPEF e SINDIPOL/DF.

 

Luta pelos policiais

Em 2013, em busca pela efetividade e pela modernização da Polícia Federal e da Segurança Pública como um todo, concorri e fui eleito presidente do SINDIPOL/DF. Hoje, também sou vice-presidente da FENAPEF, Federação Nacional dos Policiais Federais, representando os profissionais de todo o Brasil.

 

Outras paixões

Apaixonei-me por esportes ainda menino, competindo em diversos campeonatos. Conquistei o Campeonato Mineiro de Natação em 1987 na modalidade 100 metros peito e fui vice-campeão no mesmo torneio em 1989 e 1993, dessa vez nas modalidades 200 metros peito e 100 metros borboleta. Em 1991, fui vice-campeão no torneio Sul-Americano Interclubes em Curitiba, também na modalidade 100 metros borboleta. Abandonei as competições em 2001, para me dedicar ao ingresso na Polícia Federal.

Quando já atuava na repressão ao crime organizado em Rio Branco, no Acre, conheci minha grande paixão, minha esposa, Paula. Era Carnaval em Búzios, no Rio de Janeiro, em 2005. Paula se tornou minha esposa em fevereiro de 2006, na Igreja São José, mesma data em que os Rolling Stones tocaram na Praia de Copacabana para 1,5 milhões de pessoas, finalizando um dia perfeito. Hoje, 13 anos depois, somos pais de duas meninas, Lia e Alice.

Não apenas por ser policial federal, viver e ver a insegurança cotidianamente; mas, principalmente, por ser pai é que compreendo a urgência de uma mudança de postura do Brasil quando o assunto é Segurança Pública. Para fazer possível um futuro melhor para as minhas filhas e tantos outros brasileiros é que hoje atuo conscientizando e incentivando a aplicação de experiências internacionais positivas como as encontradas no Chile, Estados Unidos, Portugal e Alemanha.