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Líderes de facções comandam o crime de dentro da cadeia, em Goiás

Enquanto o Estado brasileiro tenta se ordenar a duras penas para o próximo ano, facções de crime organizado tem despontado com extrema organização. Apenas esse ano, foram identificados quatro casos envolvendo presos comandando o crime de dentro das cadeias em Goiás. Usando celulares e recados, os criminosos controlam o mercado do tráfico e comandam homicídios e roubos mesmo dentro da prisão.

Já passou da hora de entendermos que as facções criminosas são um dos maiores problemas de Segurança Pública no Brasil.

Essa semana, 18 suspeitos foram presos por participar de uma facção criminosa que arquitetava crimes em Goiás, recebendo ordem de mandantes presos. Além dessa operação, outra aconteceu em Goiatuba, a 170 quilômetros da capital, prendendo 50 criminosos que também recebiam orientações da prisão.

Devido a sua localização geográfica, Goiás é um grande centro de distribuição para outros Estados. O local tem se tornado cada vez mais um ponto de encontro para o tráfico e o mundo do crime. Hoje, esse é um mercado disputado, especialmente pela proximidade com o Distrito Federal.

Caos dentro do Sistema Penitenciário

A superlotação e o despreparo do sistema penitenciário tornam os presídios o local perfeito para se cometer um crime. As inúmeras regalias dadas aos presos deixam os agentes penitenciários impossibilitados de agir. Em caso de crimes cometidos dentro do sistema, como homicídio ou tráfico de drogas por exemplo; os agentes penitenciários não têm poder de investigação e precisam do suporte da Polícia Civil para resolver o problema.

Dentro de todo esse caos, a cadeia se torna peça fundamental em que as facções encontram cada vez mais “soldados”. Na prática, ela se torna um verdadeiro banco de talentos disputados pelas diferentes facções. Com a ampla rede de criminosos das facções dentro das próprias penitenciárias, acabar com o crime no Brasil ainda parece uma realidade muito distante.

Concedi entrevista sobre esse tema ao Jornal O Hoje que pode ser conferida na íntegra clicando aqui.