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Briga entre facções deixa 55 mortos em presídios de Manaus

O Estado do Amazonas voltou a sofrer com mortes envolvendo facção criminosa. Pelo menos 55 pessoas foram assassinadas entre os dias 26 e 27 de maio, em quatro presídios diferentes do Estado. A motivação teria sido o conflito entre o suposto líder da facção criminosa Família do Norte (FDN), e um ex-integrante da mesma – que decidiu criar a chamada “FDN Pura”.

A FDN é quem domina o tráfico no Rio Solimões, um local privilegiado para o crime organizado já que é por ele quem chegas os entorpecentes vendidos nas Regiões Norte e Nordeste. A droga vem do Peru e da Colômbia. Hoje, já é possível dizer que a FDN é tão poderosa quanto o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV); que são mais conhecidas da população.

 

FDN Pura

De acordo com relatório, João Branco, com a ajuda de sua espora, Sheila Maria Faustino Peres, criou uma facção nova batizada de “FDN Pura” porque estava insatisfeito com os caminhos que a FDN vinha tomando sob o comando de Zé Roberto. Os presos que estavam ligados a João Branco foram os assassinados como forma de resposta pela tentativa de golpe a Zé Roberto.

11 dos presos que foram mortos, ainda não haviam sido julgados e estavam em prisão preventiva. Outros 16 já estavam condenados e 28 eram reincidentes. Ao menos três participaram do massacre que ocorreu no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) em janeiro de 2017, de acordo com o Ministério Público.

Estes massacres carcerários já são dois dos episódios mais famosos de violência no sistema prisional brasileiro. Violência que não se trata mais de uma exceção e sim parte do seu funcionamento.

 

3ª maior população carcerária

O Brasil é o 3º País que mais encarcera no mundo e a estrutura prisional hoje é separada por conta das facções. Ou seja, o Estado reconhece com isso sua incapacidade de diminuir o poder desses grupos e controlá-los deixando que esses ditem o controle nos presídios.

Não basta colocar os chefes desses grupos em isolamento, é preciso uma estrutura que evite novos “batizados”. Um novo código penitenciário e uma polícia penitenciária, com treinamento apropriado para lidar com criminosos de alta periculosidade, pode contribuir para que o Estado seja mais eficaz neste controle e no combate ao crime organizado.