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Assassinatos sem solução em São Paulo em 2018

Reportagem do SBT fez um levantamento, via lei de acesso à informação, que mostrou que: de uma amostra de 672 assassinatos, 544 deles (80%) ficaram sem absolutamente nenhuma solução, e os criminosos restaram completamente impunes.

Mas a análise não termina aí não, veja só: dos 128 casos de assassinato “esclarecidos” pela polícia judiciária, os jornalistas acabaram descobrindo que 113 deles (88%) foram casos de prisão em flagrante, ou seja, o criminoso foi preso na cena do crime ou logo após (seja pela própria polícia judiciária ou pela polícia militar). Traduzindo: não houve uma investigação feita em sede de inquérito policial.

Qual a conclusão disto tudo? Que na realidade apenas os 15 casos “esclarecidos” restantes (128 casos esclarecidos menos 113 casos de flagrante) foram resolvidos no âmbito de uma investigação feita por meio de inquérito policial.

É isso mesmo: foram 672 assassinatos, e apenas 15 deles foram resolvidos via inquérito policial, ou seja, cerca de 2% do total de crimes.

É muita burocracia e pouca efetividade. A sociedade brasileira clama pelo FIM do modelo de investigação de crimes via inquérito policial.

Post original no Facebook da ANEPF.